Perguntaram-me como imagino que será a minha serenata, o meu traçar da capa. Tentei encontrar uma palavra para definir este dia que se aproxima, e só me ocorreu uma, orgulho. Orgulho em mim e nos meus, orgulho por ter conseguido chegar aqui, por todos os que duvidaram, e por todos os que acreditaram, orgulho por todas as noites longe de casa, pelas noites e dias a estudar, orgulho pelas notas boas e menos boas, orgulho da praxe e das noites de diversão, orgulho por tudo o que alcançei e pela pessoa que sou hoje. A serenata não é mais do que uma promessa, uma promessa não de 3 ou 4 anos, mas de uma vida, fidelidade ao conhecimento, aos livros, ao estudo e ao procurar ser sempre melhor. Vestir o traje marca o inicio do compromisso perante a academia, o rio, a cidade, os padrinhos e a familia.
Vou SER estudante !
segunda-feira
sexta-feira
Mahatma Gandhi, Mahatma, A Grande Alma
Não és mais forte por teres uma arma na mão.
quinta-feira
Há momentos e momentos, e há sentimentos em momentos e momentos que são sentimentos. Depois há pessoas nesses momentos e sentimentos nas pessoas, e em nós.
Não é fácil, há momentos em que acho que realmente estou bem, que aguento bem e que já vejo os meus sentimentos nestas pessoas. E ai, apetece-me beber tudo, sentir tudo em cada partícula do momento, da música, da luz e das pessoas nos seus corpos. Sinto a minha Dança. Sinto-me perto.
Não é fácil, há momentos em que apetece chorar, voltar para trás, fechar-me num quarto pequeno, escuro e quente, qual útero materno, e fechar os olhos, e gritar, NINGUÉM ME TIRA DAQUI ! Porque houve muitos momentos em que o meu sentimento foi, de alma e corpo dali.
Agora, o sentimento seguro foi trocado pelas pessoas, pessoas com outros sentimentos, que viveram outros momentos.
Queria que fosse fácil.
Mas é agora.
Chegou o momento.
E não sei.
Não sei.
O que faço a este sentimento ?
Não é fácil, há momentos em que acho que realmente estou bem, que aguento bem e que já vejo os meus sentimentos nestas pessoas. E ai, apetece-me beber tudo, sentir tudo em cada partícula do momento, da música, da luz e das pessoas nos seus corpos. Sinto a minha Dança. Sinto-me perto.
Não é fácil, há momentos em que apetece chorar, voltar para trás, fechar-me num quarto pequeno, escuro e quente, qual útero materno, e fechar os olhos, e gritar, NINGUÉM ME TIRA DAQUI ! Porque houve muitos momentos em que o meu sentimento foi, de alma e corpo dali.
Agora, o sentimento seguro foi trocado pelas pessoas, pessoas com outros sentimentos, que viveram outros momentos.
Queria que fosse fácil.
Mas é agora.
Chegou o momento.
E não sei.
Não sei.
O que faço a este sentimento ?
quarta-feira
Examinationes
(...)
"Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz"
Alberto Caeiro
Isto claro se o exame correr bem :/
"Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz"
Alberto Caeiro
Isto claro se o exame correr bem :/
terça-feira
Estou entusiasmada, muito mesmo, não o vou negar. Avizinha-se uma nova etapa que anseio cada vez mais. Apetece-me deixar agora tudo para trás e correr, voar, com o tempo, nestes escassos meses que faltam. Sinto remorsos por não sentir remorsos por tudo o que vai ficar para trás. Talvez daqui a uns anos realmente valorize esta etapa, mas neste momento, o importante, o realmente importante é o que se segue.
Estes anos foram bons, não o vou negar, andei muito de um lado para o outro, conheci muita gente, amei muitas caras, brinquei muito, ri muito. Contudo, estão ainda muito presentes os aspectos negativos, as olheiras das noites mal dormidas, ainda não passaram. O perfume, volta e meia, numa brisa, ainda me faz viver tudo outra vez. Tudo me marcou muito.
A mochila está, ainda, sempre feita, pronta para partir. Partir, agora sim, como uma nómada independente, como alguém que trilha o seu caminho SOZINHA. Não, não vou negar que me agrada ser livre.
Estes anos foram bons, não o vou negar, andei muito de um lado para o outro, conheci muita gente, amei muitas caras, brinquei muito, ri muito. Contudo, estão ainda muito presentes os aspectos negativos, as olheiras das noites mal dormidas, ainda não passaram. O perfume, volta e meia, numa brisa, ainda me faz viver tudo outra vez. Tudo me marcou muito.
A mochila está, ainda, sempre feita, pronta para partir. Partir, agora sim, como uma nómada independente, como alguém que trilha o seu caminho SOZINHA. Não, não vou negar que me agrada ser livre.
segunda-feira
7
"Nove anos procurou Sete-Luas. Começou por contar estações, depois perdeu-lhes o sentido. Nos primeiros tempos calculava as léguas que andava por dia, quatro, cinco, seis, mas depois confundiram-se-lhe os números, não tardou que o espaço e o tempo deixassem de ter significado, tudo se media em manhã, tarde, noite, chuva, soalheira, granizo, névoa e nevoeiro, caminho bom, caminho mau, encosta de subir, encosta de descer, planínie, montanha, praia de mar, ribeira de rios, e rostos, milhares e milhares de rostos, rostos sem número que os dissesse e de entre os rostos, os das mulheres para as perguntas, os dos homens para ver se neles estava a resposta.
Para sabermos a idade que vai tendo basta acrescentar-lhe um ano de cada vez, por cada mês tantas rugas, por cada dia tantos cabelos brancos.
Milhares de léguas andou Sete-Luas, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como cortiça.
Encontrou-o. Seis vezes passava por Lisboa, esta era a sétima.Caminhava no meio de fantasmas, de neblinas que eram gente. Entre os mil cheiros fétidos da cidade, a aragem nocturna trouxe-lhe o de carne queimada.
São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Sete-Luas disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Sete-Sois, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Sete-Luas"
Memorial do Convento (adaptado)
Para sabermos a idade que vai tendo basta acrescentar-lhe um ano de cada vez, por cada mês tantas rugas, por cada dia tantos cabelos brancos.
Milhares de léguas andou Sete-Luas, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como cortiça.
Encontrou-o. Seis vezes passava por Lisboa, esta era a sétima.Caminhava no meio de fantasmas, de neblinas que eram gente. Entre os mil cheiros fétidos da cidade, a aragem nocturna trouxe-lhe o de carne queimada.
São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Sete-Luas disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Sete-Sois, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Sete-Luas"
Memorial do Convento (adaptado)
quinta-feira
<'3 :D
Hoje quando ouvi esta música, não consegui não me rir. Rir muito. Não só porque rir faz bem, mas também porque associada a esta medolia me vêm uma série de momentos à memória. Vejo-nos a subir a cidade a pé a cantar. Vejo o olhar escandalizado das velhotas por estarmos assim vestidos. Vejo os nossos sorrisos de orelha a orelha por nos estarmos a divertir muitoo, por sermos adolescentes estúpidos e gostarmos disso. Lembro-me especialmente do meu coração a bater no peito do cansaço, da emoção, do medo, da adrenalina de quebrar as regras. Eramos livres rebeldes. A noite era nossa, o microfone do bar também e nós eramos o rei e a rainha da pista de dança, da macacoa, da parvoice crónica e dos shots baratos do tulipa ! Lembro-me de estarmos deitados no jardim a olhar as estrelas, a jogar à macaca e a comer melgas depois de os outros terem desertado por não nos aguentarem mais. Foram tempos cheios de grandes noites, noites essas que só eram grandes porque tu as enchias com esse teu um metro e noventa !
Depois havia a parte séria, as horas ao telefone durante as minhas viagens, a cumplicidade de quem nada tinha a perder. O tempo era limitado e ambos sabiamos disso. Falámos muito de amanhã, fizemos planos de viagens de mochila às costas de concertos e festivais. Falámos do verão, da primavera e do outono. No inverno faziamos os trabalhos juntos, e bebiamos Aquele chocolate quente da minha máquina de café.
Ouvir Oasis sem ti não mete tanta piada, sabes ?
Acho que nunca te disse o quanto adorava a nossa relação. E acho que nunca te pedi desculpa por sempre fingir não saber o que sentias.
Gostava que soubesses disto. Talvez um dia te mostre.
Saudades
terça-feira
segunda-feira
Corta ! Esqueçe ! Grita ! Corre ! Salta ! Sê Criança ! Dança MUITO ! Dá beijinhos ! Toma banho e lava os dentes ! SORRI ! Tem dores de cabeça ! Estuda ! Não. Não Estudes ! Vive ! Arrota ! Diz sempre que sim ! Sai ! Não. Não agora ! Emancipa-te ! Gosta de ti ! Não gostes de gente feia ! Assobia ! Dança mais um bocadinho ! Manda piropos ! Dá um abraço ! Dois ! três ! Não páres ! (eu disse pa não parares !) Manda vir ! Ama ! Ama-me ! Ama-te ! Ama-nos ! Dá saltinhos de esteria ! Bate com o pé ! Dá um estalo ! Diz tudo ! Não guardes nada ! Muda o look ! Sê punk ! Ouve Elton John ! Dá as mãos ! Cruza ! Descruza ! Em cima e em baixo ! Dá palmadinhas ! Apalpa o rabo ! Sê meigo ! Não deixes que te irrite ! Fala bem ! Diz palavrões ! Come de boca aberta ! Vai passear ! Não fiques em casa ! Não faças o que te mandam fazer ! Tenta ser o mais mal educado que conseguires ! Vá lá ! Tenta por um dia !
quarta-feira
Solidão
Às vezes acontecem coisas más nas nossas vidas, coisas mesmo más. Momentos horríveis, acidentes, hospitais, velórios, mortes, perder o emprego, descobrir que o filho é drogado, todas estas coisas,estas situações, são de facto, muito más. Fazem-nos perder o fôlego, fazem-nos sentir uma dor forte no peito devido à vontade incontrolável de chorar.
A meu ver, nada há pior que estas situações dramáticas. Nada, excepto a rotina. O acordar de manhã e essa pessoa não estar lá todos os dias, o dia a dia sem ela. O desemprego prolongado, a sensação de impotência e inutilidade. O sair de casa todos os dias sem saber do filho.
Quando ocorre algo, no momento em que ocorre todos estão lá, família, amigos. Toda a gente apoia, ajuda, reconforta. A verdade é que essa é, na minha opinião a parte mais fácil, no momento do choque, acho que a maioria das pessoas não tem bem consciência do que implicam as situações a longo prazo, só depois com o tempo é que a dor e a solidão, a difícil, se instala.
Isto para dizer que sinto a tua falta. Que esta sucessão de dias iguais me fazem sentir cada vez mais sozinha.
A meu ver, nada há pior que estas situações dramáticas. Nada, excepto a rotina. O acordar de manhã e essa pessoa não estar lá todos os dias, o dia a dia sem ela. O desemprego prolongado, a sensação de impotência e inutilidade. O sair de casa todos os dias sem saber do filho.
Quando ocorre algo, no momento em que ocorre todos estão lá, família, amigos. Toda a gente apoia, ajuda, reconforta. A verdade é que essa é, na minha opinião a parte mais fácil, no momento do choque, acho que a maioria das pessoas não tem bem consciência do que implicam as situações a longo prazo, só depois com o tempo é que a dor e a solidão, a difícil, se instala.
Isto para dizer que sinto a tua falta. Que esta sucessão de dias iguais me fazem sentir cada vez mais sozinha.
quinta-feira
the story
"You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through (..)
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to, It's true."
terça-feira
até debaixo dos pés que pisam
Gosto mesmo bué de ti. A sério, és como se fosses a minha irmã mais velha mãezinha. Fazes-me sempre ver as coisas de outra forma. Tanto me dizes que sim a tudo como sabes dizer que não quando preciso de ouvir. Sabes, quando era pequenina, às vezes tinha vontade de me esconder de baixo da cama só para ficar mais um pouco contigo. Acho que nunca o demonstrei para não magoar a mãe. Às vezes ainda tenho essa vontade de menina, de me esconder debaixo da cama e ficar à espera que me vás lá encontrar com grande surpresa fingida ou de fechar os olhos como se estivesse a dormir para poder passar lá a noite. Gostava de voltar a ser esse "doce" que era. Gostava que voltassem a falar de mim com esse brilho nos olhos, um misto de orgulho e ternura. Hoje tudo julga, tudo magoa, tudo fala com brilho nos olhos, brilho de raiva.
Apesar de tudo, tenho a sorte de te ter, minha irmã mais velha mãezinha, sei que irás sempre procurar-me e encontrar-me, esteja eu debaixo da tua cama, esteja eu debaixo da ponte, esteja eu debaixo dos pés que pisam.
Gosto mesmo bué de ti.
Apesar de tudo, tenho a sorte de te ter, minha irmã mais velha mãezinha, sei que irás sempre procurar-me e encontrar-me, esteja eu debaixo da tua cama, esteja eu debaixo da ponte, esteja eu debaixo dos pés que pisam.
Gosto mesmo bué de ti.
segunda-feira
Depois de velho
As pessoas têm medo de estar sozinhas. Eu tenho.
Às vezes dou por mim a pensar em como estarei daqui a uns anos. Imagino-me com a pele já traslúcida a passar o Natal ao lado do meu Homem, com os netinhos a correr ali ao pé, e com os filhotes, e as suas respectivas, a preparar a ceia. Bonito. Bem bonito.
Depois, quando de facto paro para pensar (pensar com o cerebro) vem-me à ideia a realidade da maioria dos velhos (velhos sábios, não velhos trapos). Mendigos de carinho, de afecto, de atenção. Que definham nos lares, pelo nosso velho (velho de trapo) Portugal. Portugal, e portugueses esses que empurram a culpa do abandono dos sábios, do filho, que não tem tempo, para o estado, que não tem dinheiro, do estado para o sobrinho, que não tem espaço, e do pobre sobrinho para o dono do lar, que coitado (!) não tem condições. Triste. Bem triste.
Só estamos dispostos a dar amor, a quem nos dá algo em troca. Algo que não sejam fraldas sujas de velho. Algo ... nem que seja uma memória. Memória da pessoa que foram. (PORTUGUÊS TEM MEMÓRIA CURTA)
Às vezes dou por mim a pensar em como estarei daqui a uns anos. Imagino-me com a pele já traslúcida a passar o Natal ao lado do meu Homem, com os netinhos a correr ali ao pé, e com os filhotes, e as suas respectivas, a preparar a ceia. Bonito. Bem bonito.
Depois, quando de facto paro para pensar (pensar com o cerebro) vem-me à ideia a realidade da maioria dos velhos (velhos sábios, não velhos trapos). Mendigos de carinho, de afecto, de atenção. Que definham nos lares, pelo nosso velho (velho de trapo) Portugal. Portugal, e portugueses esses que empurram a culpa do abandono dos sábios, do filho, que não tem tempo, para o estado, que não tem dinheiro, do estado para o sobrinho, que não tem espaço, e do pobre sobrinho para o dono do lar, que coitado (!) não tem condições. Triste. Bem triste.
Só estamos dispostos a dar amor, a quem nos dá algo em troca. Algo que não sejam fraldas sujas de velho. Algo ... nem que seja uma memória. Memória da pessoa que foram. (PORTUGUÊS TEM MEMÓRIA CURTA)
terça-feira
quinta-feira
Diferenciações
terça-feira
O momento que mais marcou a minha infância
“Sim, sei bem que nunca serei alguém. Sei de sobra que nunca terei uma obra, sei, enfim, que nunca saberei de mim (…)”
Acordei sobressaltada, apenas conseguia repetir freneticamente aquela frase “sei , enfim, que nunca saberei de mim”, a frase que tinha lido nos livros grandes e sem graça da mamã.
Abri os olhos, olhei em redor e vi, na penumbra, que aquele sitio não era o meu, aquelas paredes não eram as minhas, faltava-lhes cor, os brinquedos, os livros coloridos da Anita na estante da frente. Aquele quarto não era assim, era frio austero, sem cor, sem amor, banhado de cinzentos tristes e estantes semi-vazias cobertas de pó.
A porta estava entreaberta e dela vinha uma luz fraca e um ruído familiar. Levantei-me rapidamente pois queria sair daquele espaço sufocante e ir ao encontro daquela luz acolhedora. Abri a porta a medo e rapidamente vislumbrei o rosto triste e molhado do mano. Apenas uma coisa me veio à cabeça: Avó! Sei que, naquele momento, senti um desespero total, uma dor intensa no peito, uma sensação de abandono que para sempre ficou comigo, porque aquela foi a pior perda que alguma vez tive.
Sei que corri desesperadamente para aquele quarto que momentos antes me parecera tão frio e que agora se convertera no meu refúgio. Saltei para a cama, abracei as pernas , deixando que aquele medo, aquela angustia, aquela tristeza se apoderassem de mim. Ao verter a primeira lágrima, senti uma mão suave que me acariciava os caracóis, levantei a cabeça e vislumbrei a minha tia-amiga, à qual me agarrei e deixei que me embalasse ao som de momentos, daqueles momentos inesquecíveis, que para sempre guardarei, por serem os momentos que me marcaram toda a infância, aquelas tardes soalheiras em que me deitava sobre o seu peito e ouvia aquele pulsar vivo, aqueles momentos em que sem medo nos arriscávamos a sonhar com o futuro, e um futuro tão longe... Deixei levar-me por esses sonhos bons … Esse seria o último sonho da minha infância.
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